| Mulheres e
Estrelas
por Edmilson Sanches (*) |
Há algo de diferente, muito
diferente, no espírito feminino. As mulheres têm uma capacidade de suportação,
de resignação e resistência que transcende a imaginação e a perplexidade do
homem.
As mulheres merecem mais,
muito mais: mais poder, mais participação, mais reconhecimento. As mulheres são
melhores (eu, pelo menos, acho... e gosto).
Tem algo de múltiplo e vário
na singeleza da mulher, de arrebatador em sua beleza, de premonitório em seu
olhar, de indecifrável no seu ser. Talvez porque não haja um homem que, no íntimo,
não se quede ante esse poder invisível, invejável, de que foi dotada, às
escondidas, a mulher. O poder e a resistência, a sedução e o encantamento
femininos --- ante os quais impérios ruíram e também se alevantaram, vidas se
ergueram e igualmente tombaram, fracos se fortaleceram e heróis se
acovardaram...
Sim... Seja à frente de
reinados ou nos bastidores de residências, sentadas em tronos como rainhas
reais ou em pé em casa como rainhas do lar, escondidos ou explícitos, há um
poder diferente, uma força indescrita, um segredo não revelado, um mistério
indecifrado.
Mulher. Mar pouco navegado.
Mata pouco desbravada. Alma quase nunca compreendida. Sentimentos quase sempre
pouco correspondidos. Desejos simples contrafeitos. Vontades abissais
insatisfeitas.
Uma mulher não é só um
corpo, embora, mesmo quando acompanhada, seja uma alma só. Sozinha. Solitária.
Mulher -- usada e ousada.
Cifrada e indecifrada. Mulher -- que acomoda e incomoda. Mulher -- citação e
excitação.
O homem veio do barro, mas, as
mulheres, vieram do pó. Pó de estrelas.
Por isso brilham.
Por isso luzem.
Por isso ofuscam.
Por isso reinam.
Por isso voam.
Ave-mulher.
Ave, mulher!
Ave-Maria. ·
(*) Edmilson Sanches – jornalista, pós-graduado
em Administração e
Negócios (Fortaleza-CE), Administração Pública (Brasília-DF),
Comunicação e Desenvolvimento Regional (São Paulo).
(esanches@jupiter.com.br)