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Dia Internacional da Mulher Manifestações denunciam efeitos da política econômica Cartazes, faixas e discursos contra a política econômica de FHC/FMI e em defesa do emprego e dos nossos direitos marcaram a data de 8 de março. Era uma segunda-feira e por volta das 16 horas, na Praça Ramos de Azevedo, centro da cidade de São Paulo, começaram a chegar centenas de representantes de ONGs, movimentos sociais, sindicatos, partidos políticos e da população em geral, que deram um colorido especial à manifestação unificada. A passeata seguiu até a igreja da Consolação, onde o céu se coloriu com balões da cor lilás e o espírito de luta foi invavido pelo som do grupo "As Charonas". A data - que tradicionalmente é marcada com ênfase a reivindicações específicas dos direitos das mulheres - retratou a indignação da população em geral, em função do trágico panorama de desemprego e perda de direitos duramente conquistados, tendo como consequência uma vida cada vez mais miserável para os trabalhadores e as trabalhadoras do País. Efeito dominó Um símbolo do desencadeamento de milhares de demissões pelo País afora é o que aconteceu na Ford, em dezembro passado, quando foram demitidas 2.800 pessoas da fábrica de São Bernardo do Campo. É um fato que mostra claramente as consequências da política econômica do governo liberal de Fernando Henrique Cardoso, que se submete às diretrizes traçadas pelo FMI. As mulheres, companheiras dos demitidos da Ford, deram um exemplo de sua força e resistência, ao se juntarem e irem para as ruas em manifestações, prosseguindo com sua solidariedade aos desempregados de outras categorias. Não há dúvida de que os drásticos cortes no orçamento voltado para os programas sociais têm contribuído para produzir o aumento desesperador da porcentagem de excluídos. |
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Salário-maternidade ameaçado |
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Bancárias conseguem salário maternidade integral O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região obteve, através de ação de mandado de segurança, liminar que obriga o INSS a pagar o salário integral para as bancárias em licença-maternidade. As demais categorias devem procurar orientação jurídica para seguir o exemplo. |
Luta unificada precisa continuar |
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Toda mulher tem TPM - Trabalho, Poder e Mobilização |
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Organizar para avançar |
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A condição feminina no final de século |
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Relações de gênero na universidade |
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Extrativistas comemoram data com feira e reivindicações Com muito óleo e sabão de babaçu, artesanato, cereais, mel silvestre, mesocarpo e doces, a Feira de Produtos da Terra, realizada na cidade de Augustinópolis, para comemorar o 8 de março, reuniu várias comunidades do Norte do Tocantins, com organização da Secretaria da Mulher do Conselho Nacional dos Seringueiros (que é ponto focal da RME), ASMUBIP (Associação de Mulheres do Bico do Papagaio) e da FETAET (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Tocantins). Também foram elaborados documentos reivindicatórios com ênfase à reforma agrária, produção, organização, educação, saúde, créditos, meio-ambiente, agricultura familiar e outros. As reivindicações foram entregues pessoalmente, entre outros, ao governador de Tocantins, José Wilson Siqueira Campos, na Assembléia Legislativa, na Secretaria de Assistência e Bem-Estar Social, além de ter sido enviado para diversos senadores e deputados federais. O documento ganhou visibilidade na mídia, através de entrevistas no Jornal do Tocantins e TV Anhanguera |
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Buscando o direito à vida sem violência Além de diversas palestras voltadas para a problemática da violência, que foram proferidas por especialistas no tema, e atividades culturais, Maria José Lopes Souza, de Campinas, que é sócia-educadora da Rede Mulher, dentro das comemorações da III Semana da Mulher do CAISM (Centro de Assistência Integral à Saúde da Mulher) - UNICAMP, realizou a oficina "Mulher, Liderança e Sinergia", que contou com a participação de enfermeiras, psicólogas, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais. "O resultado foi bastante positivo, pois as participantes puderam se reconhecer enquanto líderes, refletindo sobre a responsabilidade no processo de mudança, a nível individual e coletivo, por uma sociedade mais solidária e, consequentemente, sem violência", avaliou Zéza. |
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Agricultoras paranaenses voltam-se para a Reforma da Previdência
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Biblioteca da Rede Mulher é inaugurada na Unioeste Dando continuidade ao convênio assinado entre a Rede Mulher de Educação e a UNIOESTE (Universidade do Oeste do Paraná) foi inaugurado, oficialmente, o acervo de nossa entidade, que foi constituído ao longo de quase duas décadas de existência. A cerimônia de abertura oficial para visitação ocorreu durante a "Semana da Mulher de Corpo e Alma", em comemoração ao 8 de março, organizada pela Prefeitura de Toledo, contando com a presença de Moema Viezzer, presidenta da RME, do prefeito Derli Donin, do professor Evaldo Mendes da Silva, coordenador do Núcleo de Documentação, Informação e Pesquisa da UNIOESTE, Silvio Colognese, chefe de gabinete da Reitoria, Geny Fabris, Secretária da Cultura, e outras autoridades. Milhares de publicações voltadas para as relações de gênero estarão agora à disposição tanto da universidade, como da população da cidade de Toledo e de toda a região. A decisão de transferência do acervo, através de cessão por empréstimo, ocorreu durante o processo de revisão institucional da Rede Mulher, levando em conta restrições financeiras para sua manutenção e necessidade de alocação em regiões onde há pouca disponiblidade deste importante tipo de bibliografia. Além deste evento, Moema Viezzer participou ativamente das comemorações do Dia Internacional da Mulher, proferindo as palestras "Uma vida sem violência é um direito nosso" e "A mulher no novo milênio", e organizando a exposição de cartazes "A igualdade é uma conquista" e do mural "Você sabia... Sugestão para ampliar o conhecimento da condição feminina em Toledo". Também obteve uma boa visibilidade na mídia, através de jornais e emissoras de rádio. |
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Material ensina policiais a enfrentar violência contra a mulher
O Instituto de Promoção da Equidade (IPÊ) e o Centro de Criação de Imagem Popular (CECIP) lançaram no mês de março, em evento para Academias de Policia Civil do Nordeste, o material educativo para policiais QSL: Quebrando Silêncios e Lendas. Produzido com apoio do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher - UNIFEM, Fundação Ford, Fundo Canadá, Conselho Britânico e Fundo de População das Nações Unidas - FNUAP, o material visa contribuir com a formação de policiais para o enfrentamento da complexa problemática da violência contra a mulher. O kit é constituído por um vídeo e três publicações: um manual para capacitadores(as), um material para policiais que realizam atendimento e uma cartilha com conceitos básicos do projeto. Todo o trabalho foi desenvolvido a partir de oficinas realizadas na Academia de Polícia Civil de São Paulo que abordaram a compreensão do problema por parte dos policiais, assim como as dificuldades no atendimento. "O kit não é um manual de procedimentos - faça assim, faça aquilo - mas um material que contribui para que os(as) policiais tenham uma visão mais ampla do problema e de sua dinâmica, estimulando novas posturas que qualifiquem o atendimento", afirmam as autoras Maria Teresa Augusti, Madza Ednir, Valéria Pandijarjian e Denise Carreira, sócia-educadora da Rede Mulher de Educação. Foi assumido como material obrigatório da Academia de Polícia de São Paulo e está sendo incorporado nas Academias do Nordeste. Para uso do material, as autoras desenvolveram uma estratégia de capacitação - voltada para professores(as) de Academias de Polícia e integrantes de ONGs - que envolve um conjunto de oficinas, adaptadas conforme a realidade local. Maiores informações podem ser obtidas pelo telefone (011)885-6957 ou e-mail: equidade@uol.com.br
SUMÁRIO
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Corte de orçamento marca fim de mandato no CNCF Essa situação somente reforçou a discussão realizada nas últimas reuniões do CNDM sobre o papel, limites e possibilidades do instrumento dentro e além da conjuntura, assim como a necessidade de repensá-lo profundamente. Foi decidido na última reunião o envio de uma carta às organizações do movimento de mulheres com o balanço crítico do atual exercício e a apresentação de propostas para o seu fortalecimento. A intenção é estimular a abertura ampla da discussão sobre o CNDM pela sociedade civil organizada. Será enviada também uma carta a Fernando Henrique Cardoso criticando o sucateamento do organismo, apresentando propostas de como superar esse quadro e sugerindo a definição de um interlocutor ou a formação de uma comissão responsável pelo processo de transição para o próximo exercício. A incumbência dessa comissão seria a de receber propostas da sociedade civil tanto em relação à estrutura e ao papel do organismo, como em relação a sua constituição. Entre conquistas e limites Não dá para esquecer que o Conselho em exercício foi um verdadeiro "começar de novo" do ponto de vista estrutural: só sobraram duas cadeiras e uma mesa da gestão anterior; arquivos, mala-direta e publicações haviam desaparecido. Não dá para esquecer que o atual exercício aconteceu durante o governo FHC, que vem sucateando os já frágeis e incipientes programas sociais do país, e com isso contribuído para piorar ainda mais a situação da população de baixa renda, em especial, a de mulheres e crianças. Não dá para ignorar também que grande parte das propostas do CNDM e de outros Conselhos que contam com a participação da sociedade civil vão totalmente contra a maré do que está sendo feito no país afora enquanto política governamental. É, não dá para ignorar tudo isso, mas então por que estar no Conselho? Por que fortalecê-lo? Os Conselhos, e não só o CNDM, fazem parte de um projeto maior de democratização do Estado brasileiro. Mesmo vivenciando grandes limites e contradições, constituem espaços fundamentais da interface entre Estado e sociedade que ecoam demandas, visões, denúncias, propostas da sociedade, além de forçarem uma maior transparência desse mesmo Estado. Apostar no aprimoramento dos Conselhos significa apostar em um projeto de sociedade democrática. O que é necessário para fortalecer o CNDM? Creio que é necessário, antes de mais nada, que o movimento de mulheres resolva uma certa ambiguidade diante do instrumento, como se participar dele colocasse em xeque-mate a sua autonomia. Outro problema é a expectativa complicada de que o Conselho seja um organismo executor de políticas, desvirtuando o seu papel de ser um espaço da sociedade civil dentro da estrutura do Estado destinado a propor, defender, fiscalizar as ações de governo. Quanto à constituição do CNDM, como de outros Conselhos, é necessário ter alguns representantes do governo como integrantes, que se comprometam com as decisões assumidas. O atual Conselho somente possui representantes da sociedade civil, o que gera muitas vezes a situação de "estarmos entre iguais". O Conselho Nacional de Saúde, por exemplo, possui um terço de representes governamentais. Outro ponto importante é a necessidade de repensar a representação das Conselheiras da sociedade civil levando-se em conta a diversidade regional, temática, de categoria e a maior conexão com movimentos sociais. Atualmente o CNDM é constituído por personalidades, sendo um terço indicado pelo movimento de mulheres, um terço de intelectuais de renome e um terço de outras categorias sociais. A articulação entre Conselho e sociedade civil é fator determinante do maior ou menor poder e valorização do instrumento dentro da estrutura do Estado. Sua vitalidade depende disso. É fundamental que os movimentos sociais discutam uma posição clara em relação ao instrumento e que no próximo exercício o novo CNDM aprofunde essa relação. Precisamos amadurecer uma perspectiva política-estratégica em relação ao CNDM e aos demais Conselhos e Coordenadorias da Mulher e de Gênero existentes no país, ampliando o nível de sua institucionalidade, superando uma atuação ainda muito informal e doméstica, promovendo posturas articuladoras, dispostas e preparadas para o enfrentamento aberto de conflitos e capazes de propor caminhos. Somente assim, acredito que poderemos caminhar para um outro status, ultrapassando o lugar periférico e marginal de avanços setoriais e pontuais (que não deixam de ser fundamentais!) e chegando mais próximo do centro definidor das políticas. Esse desafio de alcançar o "centro" não é algo exclusivo do movimento de mulheres, mas de toda a sociedade civil organizada rumo a uma sociedade mais justa e democrática. Por Denise Carreira (sócia-educadora da Rede Mulher, integrante do CNDM e assessora de comunicação do Cenpec) CNDM Criado em 1985, nasceu da luta do movimento de mulheres brasileiro pela ampliação de políticas públicas comprometidas com o avanço da cidadania feminina. É vinculado ao ministério da Justiça, e constituído por 18 conselheiras, sendo presidido pela escritora e militante feminista Rosiska Darcy de Oliveira. As reuniões acontecem a cada dois meses. Tanto a presidente como as conselheiras não recebem remuneração. O CNDM conta com um equipe executiva constituída por duas técnicas e três funcionárias de apoio. |