Edição Nº 37
Nov./Dez.- 99

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Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher
Equidade: o movimento de mulheres encontra seus aliados

 O reconhecimento oficial da violência contra a mulher ou, como atu-almente é denominada, violência de gênero, enquanto uma violação dos direitos humanos, ocorreu somente a partir da Conferência de Viena, em 1993. Já havia 45 anos que os Estados-Membros da ONU (Organização das Nações Unidas) haviam estabelecido um consenso internacional sobre o valor dos direitos humanos. Cabe lembrar que este reconhecimento foi uma conquista do Movimento Feminista que tem exercido forte poder de pressão, mostrando grande capacidade de arti-culação e mobilização em nível mundial.

Nesse processo, o termo igualdade, bandeira de luta das feministas dos anos 60, sofreu reformulações, sendo substituído por eqüidade - justiça com igualdade -, clarificando o sentido de suas reivindicações. Não basta dizer que somos iguais, pois é preciso reconhecer nossas diferenças, visando corrigir e eliminar os fatores que levam à discriminação e exclusão no processo de construção da identidade e conquista da cidadania.

Entretanto, a incompatibilidade entre a Lei e a prática social, assim como a falta de políticas públicas que viabilizem os acordos internacionais - firmados e ratificados pelos governos dos países membros da ONU - são responsáveis pela impunidade e agravamento do problema da violência de gênero.

O Relatório de Desenvolvimento Humano, publicado anualmente pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) afirma que "em nenhuma sociedade, as mulheres estão seguras ou são tratadas iguais aos homens. A insegurança pessoal as persegue do berço ao túmulo. Da infân-cia à vida adulta, são violentadas devido a seu gênero". Tanto este relatório, quanto os demais que têm servido de subsídio na pasta das grandes conferências, está baseado em pesquisas que apresentam dados impressionantes:

70% da humanidade encontra-se em estado de pobreza extrema. O fenôme-no da feminização da pobreza ganha cada vez mais visibilidade quando as pesquisas mostram que as mulheres detêm apenas 10% dos salários em circulação no mundo e 1% dos meios de produção, embora sejam responsáveis por 70% do trabalho realizado (considerando o trabalho produtivo, reprodutivo e de gestão comunitária).

No Brasil, 50% das mulheres estão inseridas no mercado informal, totalmente desprovidas dos benefícios previdenciários, e 30% são chefes de família.

No mundo, um em cada cinco dias de falta ao trabalho é decorrente da violência doméstica. Segundo o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), só o Brasil perde cerca de 10,5% do seu PIB, o que, em 1997, representou 84 bilhões de dólares.

Segundo a Sociedade Mundial de Vitimologia, com sede na Holanda, que pesquisou a violência doméstica em 138 mil mulheres de 54 países, 23% das brasileiras estão sujeitas à violência doméstica. Este dado significa que a cada quatro minutos uma mulher é agredida em sua própria casa, sendo que 40% dos casos resultam em lesões corporais graves, decorrentes de socos, tapas, chutes, amarramentos, queimaduras, espancamentos e estrangu-lamentos.

A violência na família acarreta graves conseqüencias para as crianças e jovens que encontram na rua o lugar para reconstruir sua triste realidade. Isso representa 32 milhões de crianças e jovens vivendo na miséria, o que contraria a própria Constituição brasileira.

80% das vítimas de abuso sexual são meninas entre sete e dez anos, sendo que, em alguns estados do Brasil, 90% são praticados pelo pai ou membro da família.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) reconhece a violência domésti-ca como um problema de saúde pública, pois afeta a integridade física e mental das mulheres, impossibilitandoas de frequentar o trabalho e a escola.

Nenhuma sociedade pode ser considerada democrática, justa e solidária, apresentando esses dados.

E mais: considerando que as mulheres representam apenas 4% dos repre-sentantes na cúpula do poder formal, o processo de mudança depende do trabalho de parceria entre homens e mulheres, para a construção do paradigma da eqüidade.

No percurso de defesa da cidadania feminina, o Movimento Feminista foi encontrando seus aliados. Fritjof Capra, em seu livro Sabedoria Incomum (1988), relata com entusiasmo o que representa o feminismo para a desconstrução do patriarcado e o poder liberador da consciência feminista. Este físico descobriu que a libertação das mulheres seria também a dos homens. "Passei a reconhecer o importante papel do feminismo como uma das grandes forças de transformação cultural e o movimento de mulheres como um catalisador na coalência de vários movimentos sociais..", enfatiza ele.

Creio que a Marcha Mundial das Mulheres 2000 contra a Pobreza e a Violência ilustra as afirmações de Capra. O movimento feminista quer, a partir da violência de gênero, implantar o paradigma da eqüidade para todos os habitantes do planeta, indo além de suas reivindicações específicas.

Outro exemplo, que serve para ilustrar o quanto o feminismo está começando a fazer parte do universo mascu-lino, é o trabalho desenvolvido com homens agressores, pelo grupo CORIAC (Coletivo de Homens por Relações de Igualdade), do México.

E como canta Beto Guedes, "Vamos precisar de todo mundo pra banir do mundo a opressão; para construir a vida nova, vamos precisar de muito amor; a Paz na Terra..."

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 I Concurso Latino Americano de Contos não Sexistas

 A educação não sexista tem sido um dos eixos prioritários de trabalho da REPEM (Rede de Educação Popular entre Mulheres), uma rede de caráter regional da América Latina e Caribe, que agrupa cerca de 172 instituições cuja experiência de trabalho está ligada ao desenvolvimento de ações educativas, com uma perspectiva de justiça das relações de gênero.

Em setembro de 1990, no Encontro de Educadoras Populares do Cone Sul, realizado no Paraguai, que tinha por lema ‘A construção da identidade da mulher como uma contribuição aos processos de democratização nos países do Cone Sul’, foi aprovada a proposta de desenvolver atividades comuns sob o lema ‘Trabalhemos por uma Educação Não Sexista’ e estabelecida a data de 21 de junho como um dia de luta.

Ao entender que o sexismo constitui, entre outras, uma séria ameaça à democratização da sociedade - ao excluir, discriminar e limitar a participação das pessoas em razão do seu sexo - e considerando que essa discriminação se inicia na infância e se aprofunda na idade adulta, as entidades filiadas à REPEM vêm realizando ao longo dos últimos dez anos uma série de ações dirigidas a fortalecer um processo de ‘Educação sem Discriminação’.

O I Concurso Latino-Americano de Contos Não Sexistas tem como objetivo sensibilizar em relação ao tema e contribuir para a busca da igualdade de oportunidades e direitos.

Regulamento

Ö 1. Trata-se de desenvolver idéias que proponham uma relação de respeito e eqüidade entre os gêneros;

Ö 2. Serão consideradas duas categorias: amadora e profissional;

Ö 3. Poderão participar mulheres ou homens, sem limite de idade;

Ö 4. Os trabalhos deverão ser originais inéditos e sua extensão não deverá exceder a cinco laudas datilografadas em espaço duplo ou 6 mil caracteres em programas de edição de texto;

Ö 5. Os contos poderão ser escritos nos idiomas português ou espanhol;

Ö 6. Cada autora ou autor poderá apresentar um máximo de três contos, que serão assinados com pseudônimo, o qual deverá ser o mesmo para todas as obras de mesma autoria;

Ö 7. O pseudônimo deverá constar em cada uma das laudas e no anverso do envelope em que forem enviados os trabalhos;

Ö 8. Em envelope à parte, fechado e enviado juntamente com os contos, deverão ser indicados o pseudônimo, nome completo, idade, profissão ou ocupação, endereço completo, incluindo telefone, fax e e.mail, além de uma minibiografia de no máximo dez linhas;

Ö 9. Os contos deverão ser enviados, em cada país, à comissão local coordenadora do Concurso, que fará uma pré-seleção e enviará aqueles que correspondam à Comissão julgadora em Montevidéu ou diretamente à coordenação da REPEM;

Ö 10. Entrarão em concurso todos os originais que forem enviados à coordenação geral da REPEM até o dia 10 de março de 2000, tomando-se como referência o carimbo do correio;

Ö 11. O júri estará integrado pela coordenação da REPEM, um/a docente, um/a escritor/a, um/a pedagogo/a e um/a jornalista;

Ö 12. Os originais premiados serão de propriedade da REPEM. Os não premiados não serão devolvidos;

Ö 13. O primeiro colocado em cada categoria receberá um prêmio no valor de 500 dólares norte-americanos e será publicado pela REPEM;

Ö 14. Serão concedidas também quatro menções honrosas aos contos mais sig-nificativos, independente de categoria. Esses trabalhos também serão publicados pela REPEM;

Ö 15. O resultado do concurso será divulgado no dia 10 de abril de 2000;

Ö 16. A publicação será feita no mês de maio de 2000.

Maiores informações: REPEM - Colonia 2069 - 11200 - Montevideo/Uruguay - Tel/fax: 59-82-4030599; e.mail:repem@chasque.apc.org

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Mulheres protestam com flores em Seatle

A Conferência da OMC (Organização Mundial do Comércio), conhecida como a ‘Rodada do Milênio’, realizada no período de 30/11 a 3/12, em Seattle/EUA, ficou marcada pela presença das ONGs de todo o mundo, com os fóruns paralelos e as manifestações contra o desenfreado processo de livre comércio.

O fórum das Mulheres Diversas pela Diversidade foi organizado com o objetivo de mostrar uma resistência global contra a OMC e seus parceiros. Do Brasil, participaram Moema Viezzer e Gisele Alencar.

O grupo se reuniu para celebrar a Diversidade da Alimentação no Mundo, com depoimentos de mulheres de vários países, dança, teatro, audiovisual. Também foram apresentados painéis, com temas ligados às propostas das mulheres, contrárias às da OMC. As atividades foram intercaladas com a participação das mulheres nas manifestações pacíficas. Entretanto, foram arrasadas pela polícia sob pretexto de vandalismo generalizado.

A declaração do grupo foi apresentada num evento que reuniu mais de seiscentas pessoas, no salão da Igreja Metodista, como parte integrante do dia sobre ‘Mulheres, Democracia e Desenvolvimento Sustentável’. Vandana Shiva (Índia) participou de um debate aberto entre três pessoas pró e três contra a OMC, para um público de mais de quinhentas pessoas, à noite, após o decreto de estado de sítio da cidade.

A Rede Mulher publicará em edição próxima, a íntegra da Declaração das Mulheres Diversas pela Diversidade.

Seminário sobre educação popular

O Seminário sobre Educação Popular reuniu vinte representantes de ONGs e Movimentos Sociais, no período de 4 a 6 de novembro, em São Paulo.

Entre palestras, trabalhos em grupo e plenário, foram abordados e discutidos diversos aspectos da temática. Beatriz Costa (Nova) e Antônio Francisco Carvalho (Equip) discorreram sobre a pertinência, atualidade e importância política das referências que fundamentam os trabalhos de educação popular, contando com Sérgio Haddad (Abong e Ação Educativa) como debatedor. As palestras de Lorenzo Zanetti (Fase/Saap) e de Rubneuza Leandro (MST) enfocaram ONGs, movimentos sociais e educação popular: possibilidades e limites, que foram moderadas por Regina Rocha (Nova).

Para os temas-desafios e perspectivas da educação popular hoje, houve a apresentação de dois painéis: Gênero e Cidadania (Vera Vieira-Rede Mulher) e Políticas Públicas/Relação com Estado (Tatiana Dahmer Pereira-Fase), com moderação de Antônio Carlos de Oliveira (Nova).

Nas atividades de intercâmbio, foi apresentado um vídeo sobre orçamento participativo em Poá/RS (Sérgio Magnan - Camp), um outro sobre ocupação de prédio em São Paulo (Manoel Del Rio - Apoio) e uma breve exposição sobre a tese intervenção comunicacional (Vera Vieira-Rede Mu-lher).

O Seminário foi promovido por Desenvolvimento e Paz (Cana-dá), com organização de Nova Pesquisa e Fase/Saap, e apoio local da Rede Mulher.

A D&P, através da encarrega-da de programas da América Latina, Charmain Levy, já aprovou uma futura publicação com o rico conteúdo do Seminário.

XII Encontro Nacional Feminista será em João Pessoa

Com o tema O feminismo nos 500 anos de dominação: resistências, conquistas e perspectivas, o Encontro vai acontecer em João Pessoa-PB, de 26 a 30/04. O quanto antes você fizer sua inscrição, menor será o valor. A comissão organizadora também está recebendo inscrições para oficinas e apresentação de trabalhos. Para obter a ficha de inscri-ção e demais informações, consulte o site http://culturabrasil.art.br/XIIENFeminista . Você pode contatar a comissão pelo telefone: (83)222-3095, fax: (83)222-7069, e-mail: coenf@zaitek.com.br

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Mulheres em Movimento

FETAEMG empodera liderança

 A Federação de Trabalhadores/as na Agricultura do Estado de Minas Gerais promoveu, no período entre 12 e 14/11, em Belo Horizonte, oficina de capacitação de multiplicadoras em gênero e liderança, a cargo de Valéria Barreto, sócia-educadora da Rede Mulher. As 29 líderes do movimento sindical rural saíram muito mais empoderadas para exercer a liderança feminina transformadora. Foram trabalhados, entre os eixos temáticos, a mulher, o poder, a liderança, a questão de gênero no processo de empoderamento, a comunicação, espaço público e privado, e estratégias de empoderamento.

Paraná forma

 Com a segunda etapa do Curso para Promotoras Legais Populares, a CEMTRA/FETAEP (Comissão Estadual de Mulheres Trabalhadoras Rurais na Agricultura, da Federação do Paraná) conseguiu um grande avanço na formação de mulheres, direcionada para seus direitos, como os previdenciários, sociais, ambientais, de família etc. Foi organizado e elaborado por Jacy Perin, Sirlene Galbine, Cléia Cunha e Denise Colin. As pales-tras foram proferidas por Dra.Maria das Dores Santos, Dra.Marcia Macado, Dr.Robertson Azevedo e Dra.Ana Cláudia Graff.

Prêmio de Direitos Humanos

 Em reconhecimento por sua atuação contra o preconceito racial no País, Sueli Carneiro, coordenadora do Geledés-Instituto da Mulher Negra, foi homenageada com menção honrosa, pela OAB-SP, juntamente com Antonio Dráusio Varella, pelo seu trabalho junto à população carcerária. O prêmio Franz de Castro Holzwarth de Direitos Humanos-99, in memorian, foi outorgado a André Franco Montoro, pela sua obra e ações voltadas em defesa do Estado democrático de direito e da cidadania. Parabéns à equipe do Geledés!

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Dossiês para trabalhar com a imprensa

 Violência contra a Mulher e Mulher e AIDS são dois excelentes dossiês lançados pela Rede Saúde, com o objetivo de incentivar e subsidiar o trabalho das organizações de mulheres com a imprensa. As informações e os dados estatísticos são colocados em linguagem direta e clara.

Mais informações pelo telefone: (11)813-9767, fax: 813-8578, e-mail: redesaude@uol.com.br

Assentamento refloresta a terra

 No dia 27 de novembro, o Assentamento de Sumaré II (MST) reflorestou a área que delimita suas terras. O Ponto Focal da Rede Mulher - Grupo de Mulheres da Terra -, sob coordenação de Maria José (Zéza) L.Souza, participou intensamente de todas as atividades. O processo de reflorestamento é um projeto que visa chegar ao ano 2005 com o aumento da flora e da fauna, a concretização de um apiário, o controle da umidade do ar e a preservação do manancial do córrego que atravessa o Assentamento.

Rede Socioeconomica Solidária

Percorrer o México e a Nicarágua para dar continuidade à construção da Rede Latino-Americana de So-cioeconomia Solidária foi o objetivo de Valéria Barreto - sócia-educadora da Rede Mulher, do Ponto Focal ‘Mãos Mineiras’ - e de Sandra Quintela (PACS-RJ), ambas vinculadas à Aliança por um Mundo Responsável e Solidário, que foi quem propiciou o suporte financeiro para a realização desse trabalho.

Foram 23 dias de atividades, visitando iniciativas associativas e cooperativistas, com práticas de produção e comercialização coletivas, microcrédito, saúde natural, educação transformadora, formação na perspectiva de gênero, entre outras.

Lideranças recebem capacitação em novas tecnologias

O curso ‘O Uso da Informática em Projetos Comunitários’ reuniu catorze lideranças ligadas à Rede Mulher, tanto da área urbana quanto rural, nos dias 11 e 12/12, na Escola do Futuro/USP. Foi enfocada tanto a parte instrumental, quanto a implementação da ação política na luta pela igualdade de gênero, utilizando-se das novas tecnologias de comunicação. Também torna-se possível fortalecer ainda mais o trabalho em rede, por meio da interconexão dos Pontos Focais, sócias-educadoras e sede. As participantes se conscientizaram da importância da integração com outras redes comunitárias, trabalhando em nível local e pensando globalmente por meio da Internet. A coordenação ficou a cargo de Vera Vieira e Beatriz Cannabrava. A oficina foi ministrada por Antônio Carlos dos Santos Filho e Nilza Iraci. Este projeto foi viabilizado com o suporte financeiro do IDRC/Canadá.

Mulheres no exercício de funções públicas

‘A mulher e o mundo do trabalho: gênero, saúde e segurança’ foi o enfoque das diversas palestras proferidas no II Seminário ‘Mulheres no Exercício de Funções Públicas’, realizado no Centro Integrado de Empresários e Trabalhadores das Indústrias do Paraná, em Curitiba, no período entre 19 e 21/11. O principal objetivo foi a chamada para integrar as ações de monitoramento dos compromissos assumidos pelo governo e apontar políticas públicas que possam produzir reais impactos na vida de todas as mulheres, tendo em vista a Conferência Beijing + 5, que vai ocorrer em Nova Iorque, em julho próximo.

Moema L.Viezzer, presidenta da Rede Mulher, ressaltou a importância de uma forma de atuação que faça com que a Plataforma de Ação e o compromisso assumido pelo Governo brasileiro sejam conhecidos em profundidade por todos os atores coletivos responsáveis pela sua implementação. Destacou, também a necessidade de se ampliar a capacitação sistemática das mulheres para a liderança. Na ocasião, apresentou a publicação da Rede Mulher, intitulada ‘Mudando o Mundo: a liderança feminina no século XXI’, que se encontra em fase de impressão.

Trabalhadoras rurais fortalecem articulação

O 12o.Encontro Regional de Mulheres Trabalhadoras Rurais de Feira e Sisal, com o tema ‘Mulher, Saúde e Organização’, aconteceu no período entre 17 e 19 de dezembro, em Serrinha/BA. O evento foi organizado pelo MMTR (Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais) e MOC (Movimento de Organização Comunitária), que é Ponto Focal da Rede Mulher. Alvaíza Cerqueira é a responsável pelo Programa de Gênero do MOC. O Encontro foi uma rica oportunidade para compartilhar experiências, desejos e sonhos, além da profunda reflexão sobre a prática das trabalhadoras rurais e da definição coletiva de linhas estratégicas de atuação para o Movimento de Mulheres, buscando o fortalecimento da articu-lação naquela região.

As lideranças transformadoras do Tocantins

Continua a todo vapor a capacitação das extrativistas do Tocantins, fazendo com que surjam sempre novas lideranças transformadoras. Nos dias 19 e 20/11, o curso ‘Gênero e Liderança’ reuniu 32 mulheres, em sua maioria jovens entre 18 e 25 anos. Foi promovido pela Secretaria da Mulher do Conselho Nacional dos Seringueiros, que é Ponto Focal da Rede Mulher. As oficinas ficaram sob a responsabilidade de Raimunda Gomes da Silva e Sandra Monteiro. Na organização, colaboraram Maria Aurilene, Maria do Socorro, profa.Graça Homem Viana e Didi. "Estamos criando novas lideranças no meio rural, para transformar a sociedade, com mulheres fortes e sem medo de ser mulher", afirma Raimunda. O curso foi patrocinado por Kepa/Finlândia.

Cartilha 'Ser Mulher'

A Secretaria da Mulher do CNS também acaba de lançar uma bonita e útil cartilha, intitulada ‘Ser Mulher’. Colorida e em forma de estória em quadrinhos, ela foi desenvolvida "a partir de fatos e diálogos registrados em reuniões e na vivência das comunidades extrativistas da Amazônia. As pessoas das ilustrações são fictícias, mas os fatos são reais", enfatiza Dona Raimunda. E prossegue: "Este trabalho é o resultado do esforço da Secretaria em cumprir seu papel de conscientização da mulher. Tem como objetivo manter as mulheres extrativistas informadas dos seus direitos e organizá-las em associações e sindicatos." Para solicitar exemplares, contate a Secretaria da Mulher Trabalhadora Rural Extrativista do CNS - Rua Duque de Caxias, 215 - São Miguel-TO (CEP:77925-000) - telefone: (63) 447-1143.

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Tese: 

 Violência, sexualidade e cidadania

  Por José Rogério Lopes

 Ver texto integral  no Fórum de Debates

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