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Edição Nº 44 |
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Fórum das ONGs é espaço estratégico para a interferência da sociedade civil A
III Conferência Mundial da ONU contra o Racismo, a Discriminação
Racial, a Xenofobia e Outras Formas de Intolerância vai acontecer em
Durban, na África do Sul, no período de 30/08 a 07/09/2001. O Fórum das ONGs - que acontecerá no período
de 28 de agosto a 01 de setembro - será a parte mais visível do evento,
pois é onde as delegações, a mídia e participantes terão a
oportunidade de vivenciar o trabalho que vem sendo rea-lizado pela
sociedade civil de todo o mundo. É necessário re-servar espaço, com
antecedên-cia, para a mostra das ONGs. O formulário pode ser obtido através
do site www.racismo. org.za/NGOFORUM_nav_ expo.htm . Quaisquer dúvidas sobre o Fórum das ONGs po-dem ser
esclarecidas através do e.mail: festival@global.co.za. É importante ter clara a diferença entre
o Fórum e a Conferência em si. O Fórum é organizado pelas próprias
ONGs através de estruturas, mecanismos e grupos de traba-lho, que foram
determinados na Prepcom (Conferência Pre-paratória). Também é preciso
lembrar que nem todas as ONGs credenciadas para o Fórum terão acesso à
reunião oficial. Por isso, a reunião das ONGs é importante para
facilitar o intercâmbio de informações através do Caucus de Mulheres
que for for-mado em cada reunião, para poder estabelecer alianças para
negociar temas em bloco, gerar pressão e formar grupos de monitoramento
da implemen-tação do Plano de Ação a partir desse momento. Guia para participação das Mulheres no Processo de Lobby e Negociação Com o objetivo de ajudar às mulheres das Américas
no processo de lobby e negociação no âmbito da III Conferência
Mundial, foi elaborado, pela REPEM (Rede de Educação Popular entre
Mulheres da América Latina e Caribe), o Guia para a Participação das
Mulheres no Processo de Lobby e Negociação. A iniciativa ocorreu no
Caucus de Mulheres da Conferência Preparatória realizada em Santiago do
Chile, em dezembro de 2000. O Caucus havia sido formado durante a Conferência
Cidadã e uma parte dele continuou participando da reunião dos governos.
Na avaliação final das atividades do Caucus foram decididos alguns
passos a serem seguidos durante os meses prévios à Conferência na África
do Sul. Um dos passos é este Guia (em grande parte baseado no texto Apren-diendo
a Cabildear, de Sônia Correa, elaborado para uma oficina do Fórum de
Gênero e Educação de Pessoas Adultas da Repem, realizado no Rio, em
1996), que pode ajudar às mulheres que participam pela primeira vez nesse tipo de evento, e de apoio adicional para poder
negociar, em seus próprios países, nas organizações que lideram esse
processo. Entre muitas informações importantes sobre o
funcionamento da Conferência, o Guia também destaca:
O Guia foi traduzido para o português por
Beatriz Cannabra-va, podendo ser solicitado pelo e.mail:
rdmulher@redemulher. org.br Mulheres
Negras: um retrato da discriminação racial no Brasil é uma
importante publicação da Articulação de Mulheres Brasi-leiras, que
fornece subsídios pa-ra a intervenção política em tor-no dos
preparativos para a Con-ferência Mundial da ONU. Com
a preocupação em traba-lhar e qualificar os dados estatís-ticos,
oriundos de diferentes fon-tes de pesquisa, na perspectiva da militância
feminista, a publi-cação demonstra os resultados nefastos produzidos
pela dupla discriminação - sexista e racista - sobre as mulheres negras. Solicitações de exemplares podem ser feitas pelo telefone (61) 328-1664, fax (61) 328-2336, e.mail: articulacao@ cfemea.org.br.
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Fórum Social Mundial de 2002 deve reunir 100 mil pessoas
Porto Alegre será novamente o local onde irá acontecer o Fórum
Social Mundial, no período de 31/01 a 05/02/2002,
simultaneamente ao Fórum Econômico Mundial, em Davos/Suiça, onde
se reúne a elite financeira e política. A voz do Sul contrapondo-se à
do Norte, desta vez, estará muito mais fortalecida, para
a reflexão, organização e proposições contrárias às políticas
neoliberais, em busca da priorização do desenvolvimento humano e da
superação da dominação de mercado. São esperadas 100 mil pessoas,
representantes de diversos setores da sociedade civil, entre ONGs,
movimentos sociais, sindicatos, associações e entidades religiosas. O
evento é considerado parte de um processo de articulação, com diversos
outros encontros que já vêm ocorrendo mundo afora. A dimensão do FSM-2001 superou todas as
expectativas, contando com a participação de mais de 20 mil pessoas e a
realização de cerca de 400 oficinas temáticas. Nos dis 9 e 10 de junho,
em São Paulo (fotos acima), cerca de 100 repre-sentantes de
todos os continentes estiveram reunidos para avaliar o FSM-2001,
discutir estratégias para 2002 e futuro, e constituir um Conselho
Internacional - instância permanente que vai garantir a continuidade do Fórum
e consolidar o processo de mundialização, bem como contribuir para a
definição das pautas políticas e dos rumos estratégicos. Entre os principais desafios para 2002,
quando se espera reunir 100 mil pessoas, estão a estratégia de articulação
entre os diferentes setores; o apoio de organizações internacionais na
preparação das conferências; o aperfeiçoamento da metodologia; o
aumento da representatividade da Ásia, África e Oriente Médio, cuja
presença foi tímida no evento anterior; a criação de comitês
nacionais e locais para consolidar o Fórum como espaço alternativo,
fortalecendo outras iniciativas como as das redes temáticas; e a
consolidação de estratégias de comunicação. As feministas presentes ressaltaram a
importância de garantir a temática de gênero e raça, nas conferências,
nos seminários e workshops, com a imprescindível participação de
representantes nas três etapas de atividades. Celita Eccher representou a
Rede Dawn; Beatriz Cannabra e Vera Vieira, a Repem; Magdalena Leon e Nalu
Faria, a Rede de Mulheres Transformando a Economia; Lorraine Guay e Míriam
Nobre, a Marcha Mundial das Mulheres; Lilian Celiberti e Guacira
C.Oliveira, a Articulação Feminista Mercosul; e Nilza Iraci,
a Articulação de Mulheres Negras. O próximo encontro preparatório ficou
agendado para o período de 29 a 30 de outubro, em Dakar.
Todos os detalhes do Fórum e do processo
preparatório podem ser obtidos através do site que está com novo
formato e com informações atualizadas quinzenalmente:
www.forumsocialmundial. org.br.
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II Concurso de Empreendimentos Econômicos Exitosos Liderados por Mulheres
O concurso latino-americano tem o objetivo de visibilizar e
difundir as experiências exitosas, para que sirvam como referência para
outras iniciativas. Ao mesmo tempo, pretende contribuir para a criação
de mecanismos de influência política nas instâncias de decisão para
que sejam tomadas medidas que favoreçam as propostas econômicas das
mulheres, gerar condições para a reflexão, sistematização e o intercâmbio
das diferentes experiências, e contribuir para fortalecer as experiências
participantes do Concurso. Condições
para participar
Prêmios Primeiro
lugar: estudo, sistematização e publicação da experiência, outorgada
pela Repem e um stand na grande ‘Mostra da Pequena Empresa’ - edição
2001, outorgado por Anmype (Associação Nacional de Micro e Pequenas
Empresas; segundo lugar: nas categorias ‘familiar’ e ‘grupal’ -
diplomas do Departamento de Capacitação da Anmype. Menções honrosas:
difusão sintética na publicação da Repem. Inscrições A Aditepp está encarregada de fornecer a ficha de inscrição e receber os materiais: fone: (41)223-3260, fax (41)225-7857, e.mail: aditepp@cwb.palm.com.br , até o dia 30 de junho. |
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O
Grupo Tarsila Instrumental - formado por cinco mulheres -
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É através do sonho que conseguimos dar um passo além, sob uma
nova ótica. A mulher brasileira galgou muitos degraus, mas está cansada,
triste e sozinha. Esta foi uma das conclusões da pesquisa Sonhos das
Mulheres do Brasil, realizada pelo Conselho Nacional dos Direitos da
Mulher CPM Research (Oriana White), em homenagem ao Dia Internacional da
Mulher. Foram realizadas entrevistas em profundidade com 23 mulheres,
entre artistas, escritoras e feministas. Moema Viezzer, fundadora da Rede
Mulher de Educação, foi uma das entrevistadas. A mulher busca qualidade de vida e sonha
com um Brasil justo, que é difícil de conseguir. Estes resultados foram
revelados durante um evento que ocorreu em São Paulo, no dia 22 de maio,
com o objetivo de tentar levantar idéias práticas que possam ser
transformadas em ações de mudanças; aproximar o homem dos assuntos do
feminino para que o processo seja complementar; fomentar e tornar visível
o trabalho em microcenários, para que o mosaico de ações se
multiplique; e ressaltar a importância de se trabalhar a questão de gênero
dentro da realidade social de nosso país. O evento foi dividido em três painéis,
cada qual encerrado com performance coordenada por Adriana Tanesi: O pão
- a mulher e o trabalho contou com as exposições de Ana Emília
Almeida Prado, Beatriz Rosenberg, Regiane Xavier, Laura Greenhaulgh e Tini
Machado de Campos (performance Atena/Hera). O painel As águas - a
mulher e seus fluídos - maternidade, saúde física e mental teve a
presença de Dirce Caioa, Jett Bonaventure, Mara Régia, Maria Lúcia Zülzke
e Ricardo Guimarães (performance: Artemis/Perséfone). O painel As
rosas - a mulher e a sociedade - seu papel multiplicador contou com as
falas de Ambar de Barros, Frei Beto, Moema Viezzer, Solange Bentes Jurema
e Sônia Pereira do Nascimento (performance: Hera/Deméter/Afrodite). Os detalhes da pesquisa serão divulgados e distribuídos pelo Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, dentro dos próximos meses. |
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A Rede Mulher de Educação recebeu o Prêmio
Bem Eficiente 2001, em cerimônia realizada na cidade de São Paulo, no
Teatro Alfa, no dia 02 de abril. Foi uma oportunidade de muita alegria
para as integrantes da RME. Dentre as 50 entidades beneficientes e sem
fins lucrativos do país que receberam o prêmio, apenas três eram ONGs
(RME, Andi e Ibase, cujo direitor, Cândido Grzybowski, também aparece na
foto). O Prêmio é outorgado pela Kanitz & Associados. Neste ano, recebeu o apoio da Accor Brasil,
Banco Dibens, DM9DDB, Firmenich, Intermédica Sistema de Saúde, Lojas Americanas e Natura.
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| Publicações:
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| Transgênicos: o direito de saber e a liberdade de escolher | |
| Fátima
Oliveira
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| O livro – lançado pela Mazza Edições de autoria da médica e feminista Fátima Oliveira, e que pode ser adquirido nas livrarias do país – “nos traz novas reflexões sobre seres e produtos transgênicos, reafirmando que: a engenharia genética veio para ficar e está estabelecida; toda a celeuma em torno dos alimentos transgênicos é apenas uma pálida demonstração das lutas sociais e políticas e dos embates bioéticos que estão postos no campo da genética; e para além da falsa dicotomia entre ‘ciência do bem’ e a ‘ciência do mal’, as manipulações genéticas poderão dar contribuições enormes à humanidade, desde que também as pessoas comuns consigam exercer controle social e ético sobre elas”. Fátima Oliveira é diretora da Sociedade Brasileira de Bioética, integra, entre outras, a Coordenação Nacional da União Brasileira de Mulheres (UBM), o Conselho da Comissão de Cidadania e Reprodução (CCR), o Conselho da RedeSaúde e o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher. |
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| Bioética – Vida e Morte Femininas | |
| Alejandra
Rotania (org)
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Organizada por Alejandra Rotania, a publicação – lançada pela RedeSaúde – apresenta excelentes textos de diversas autoras, abordando tanto questões consideradas ‘tradicionais’ (mortalidade materna, aborto, modelos e práticas de assistência à saúde), como as que focalizam a ‘tecnologia de ponta’ (reprodução assistida, clonagem, biotecnologias). Oferecem como pano de fundo a convicção de que a especificidade feminina adquire um sentido e propósito maiores que assentam na vontade de repensar valores e ações relativos à restauração da dignidade da vida humana que, sem dúvida, é posta em jogo no atual estágio da nossa civilização. Os textos contribuem para avançar, tanto em termos de informação quanto de reflexão, no processo de participação das mulheres e da sociedade no campo da Bioética. A publicação também foi patrocinada pela Sociedade Brasileira de Ostomizados, contando com o apoio da Fundação Ford. Solicitação de exemplares pode ser feita pelos telefones (11) 3813-9767/3814-4970, e.mail: redesaude@uol.com.br . |
| De autoria de Ricardo Spindla Mariz e Daniel S. Simão, a publicação, lançada pelo Movimento de Educação de Base (MEB), “aborda questões centrais na reflexão sobre as relações sociais de gênero. A partir de uma história intrigante, aborda questões como a construção social das diferenças entre mulheres e homens, o conceito de gênero, a formação dos modelos preconceituosos e a naturalização da discriminação contra as mulheres na educação”. O exemplar avulso custa R$ 8 (acima de 50: R$ 6). Pedidos pelo telefone (61) 225-2999, e.mail: meb@meb.org.br . | Organizado por Rachel Trajber e Larissa B. Costa, o livro traz diversos textos focados na análise dos materiais audiovisuais existentes no Brasil e que vêm sendo utilizados na prática educativa ambientalista. Foi editado pela Editora Fundação Peirópolis, podendo ser adquirido nas livrarias, ou pelo telefone: (11) 3816-0699, fax: (11) 3816-6718, e.mail: editora@editorapeiropolis.com.br . | O CD contém músicas educativas sobre meio-ambiente e coleta seletiva, compostas por Aleluia. É fruto do projeto desenvolvido pela Associação Pedra sobre Pedra, na Pedreira, distrito de São Paulo. Foi patrocinado pela Corning, Taps, Rede Mulher (através do trabalho da educadora Ruth Takahashi) e Centro Universitário Fundação Santo André, contando com o apoio da Emae, Greenpeace e Apeoesp. Custa R$ 15 e pode ser adquirido pelos telefones (11) 3425-3045/9396-6715, e.mail: coletapedrasobrepedra@bol.com.br . |