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Edição
Nº 54 |
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PESQUISA “MULHERES E AIDS” Instituto Patrícia Galvão Comunicação e Mídia |
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A maioria das brasileiras não alterou seu comportamento frente ao risco da AIDS Resultados da pesquisa revelam barreiras encontradas pelas mulheres para exigir o uso da camisinha: uma clara questão cultural e de gênero Uma pesquisa inédita encomendada pelo Instituto Patrícia Galvão ao IBOPE, em parceria com o UNIFEM (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher), revela que uma parcela importante de brasileiros não reagiu aos riscos da AIDS. Segundo a pesquisa, o aumento da AIDS no país não alterou em nada o comportamento de 41% dos homens e de 52% das mulheres. Esta pesquisa foi realizada entre 29 de outubro e 2 de novembro de 2003, com uma mostra representativa da população adulta brasileira. Foram realizadas 2 mil entrevistas pessoais em todos os estados brasileiros, capitais e regiões metropolitanas. A questão da AIDS ocupa, na visão dos brasileiros, o quarto lugar como preocupação em uma lista de problemas. Das pessoas entrevistadas, 29% apontam a AIDS como um dos problemas que mais preocupam e 19% ainda apontam “o problema do crescimento da AIDS entre mulheres”. 91% dos entrevistados concordam que as mulheres casadas ou as que têm namorado fixo correm um alto risco de contrair o vírus da AIDS porque os parceiros mantêm outras relações. A pesquisa revela ainda que apenas 19% das mulheres passaram a usar camisinha após o aumento da AIDS no país. O uso de camisinha, recomendação mais fortemente difundida nas campanhas de prevenção, é adotado por 36% dos homens entrevistados. A maioria dos entrevistados (53%) declara-se mal informada e com muitas dúvidas em relação à questão da AIDS. A percepção da desinformação é maior (65%) entre brasileiros com menos de 4 anos de estudo ou analfabetos, assim como para 67% dos moradores da região Nordeste e 64% dos mora-dores de pequenas cidades, com menos de 20 mil eleitores. Neste aspecto não há diferenças significativas na percepção de homens e mulheres. Em contrapartida, 47% dos entrevistados dizem-se bem informados, sobretudo aqueles com escolaridade superior (78%) e moradores da região Sudeste do país (55%). Fica claro que as mulheres encontram maiores barreiras para exigir o uso da camisinha. Esta é uma brecha importante para a articulação de ações e de comunicação para melhorar a prontidão e o poder das mulheres para enfrentar o problema de fazer sexo desprotegidas. É dramático o fato de que 52% das mulheres e 41% dos homens declararam que nada mudou na sua vida frente ao aumento da AIDS no país. Trata-se, evidentemente, de uma questão cultural e de gênero. No dia 28/11, em Brasília, a Pesquisa de Opinião Mulheres e AIDS foi entregue ao ministro da Saúde, ao coordenador do Programa Nacional de DST/AIDS e à coordenadora da Área Técnica de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde. Para o Unifem, o empoderamento da mulher é uma das únicas vacinas disponíveis contra o HIV/AIDS. Para colocar as dimensões de gênero e os direitos humanos relacionados à epidemia no centro das estratégias e políticas, o Unifem lançou um programa para reforçar a capacidade de pessoas e organizações visando à revisão das leis e políticas públicas relacionadas à prevenção, assistência e trata-mento do HIV/AIDS, para que se assegure a igualdade de gênero. Leia mais dados da Pesquisa Mulheres e AIDS no site www. patriciagalvao.org.br . O Instituto Patrícia Galvão - Comunicação e Mídia, fundado em 2000, é uma entidade civil sem fins lucrativos. Entre seus principais objetivos, o Patrícia Galvão visa colaborar para a construção de uma imagem de mulher na mídia que seja mais adequada à realidade das brasileiras e que reflita o crescente reconhecimento dos direitos humanos das mulheres. |
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25 DE NOVEMBRO: DIA INTERNACIONAL PELA ELIMINAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER | ||||
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Diminuição da violência depende de políticas públicas com perspectiva de gênero No Brasil, a cada 15 segundos uma mulher é espancada
Uma vez mais, a data é marcada por inúmeras ações que buscam alcançar índices mais animadores na luta pelo fim da violência contra a mulher, em todo o mundo. No Brasil, as estatísticas continuam assustadoras: 2,1 milhões de mulheres são espancadas por ano, 175 mil por mês, 5,8 mil por dia, 243 por hora, 4 por minuto, uma a cada segundo, de acordo com pesquisa da Fundação Perseu Abramo, realizada em 2000. A violência contra a mulher - física, psicológica, emocional, sexual -ocorre independente de classe social, raça, etnia, idade, religião ou nível de escolaridade. 70% das agressões ocorrem dentro de casa (pelo marido, companheiro ou parente). Essa triste realidade, com graves conseqüências para a sociedade, retrata as relações de opressão do homem à mulher, construídas culturalmente. É por isso que as políticas públicas necessitam ser pensadas e implementadas com a perspectiva de gênero. Violência de gênero e políticas públicas A AMB-SP (Articulação de Mulheres Brasileiras - Regional São Paulo), realizou, em 31/10 e 01/11, na cidade de São Paulo, a Oficina de Especialistas intitulada Monitoramento sobre Violência de Gênero e Políticas Públicas, com cerca de 30 participantes. O objetivo central foi o de promover uma análise crítica e criativa do processo de construção e funcionamento de redes de serviços interinstitucionais no enfrentamento da violência de gênero (obstáculos, lições aprendidas e desafios), focando sua relação com o Estado e sociedade civil, com a legislação e sua aplicação, e com processos de educação (formal, não-formal e informal). O evento foi coordenado por Jacira Melo, Valéria Pandjarjian e Maria José Lopes Souza. A metodologia utilizada, que incluiu a leitura prévia da publicação Vem pra Roda! Vem pra Rede! Guia de apoio à construção de redes de serviços no enfrentamento da violência contra a mulher (da Rede Mulher de Educação) e respostas a um questionário, possibilitou avançar nas discussões e consensos durante a oficina, somado ao fato das participantes serem pessoas especializadas na temática, com capacidade e poder de articulação específicos para contribuir a um debate crítico, problematizador, criativo e propósitivo em relação a elementos e aspectos subjacentes ao objetivo do evento. Em breve, a sistematização dos resultados será publicada e difundida. A iniciativa insere-se na ação na cional da AMB para este ano - Monitoramento da Violência. As articulações, núcleos e fóruns de mulheres de todo o país, ligados à AMB, realizaram diversas atividades, como mapeamento de estudos, pesquisas, políticas, serviços implantados e análise do atendimento; debates e oficinas. As atividades subsidiaram o debate público do dia 25 de novembro.O Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher foi instituído em 1981, no I Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe, em Bogotá/Colômbia. Em 25 de novembro de 1960, as irmãs Mirabal (Pátria, Minerva e Maria Teresa), da República Dominicana, foram assassinadas brutalmente pela ditadura de Leônidas Trujillo. Violência doméstica finalmente será caracterizada por Lei Um projeto de lei, aprovado na Câmara dos Deputados, em 27/11/03, caracteriza (tipifica) a violência doméstica no Código Penal e estabelece prisão para o infrator, de seis meses a um ano. A emenda, apresentada pelas deputadas Iara Bernardi (PT-SP) e Laura Carneiro (PFL-RJ), acrescenta um parágrafo ao artigo 129 do Código Penal, relativo às lesões corporais. Agressões serão obrigatoriamente notificadas O presidente Lula sancionou, em 24/11/03, lei que obriga os hospitais, públicos e privados, a notificarem à Vigilância Sanitária, todos casos atendidos de mulheres vítimas de violência. Para registrar queixa, a vítima deve continuar a se dirigir a uma delegacia da mulher. |
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20 DE NOVEMBRO: DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA | ||||
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guarda o preconceito racial? Este é o slogan que foi discutido pelas participantes do IV Diálogo contra o Racismo, para uma ampla campanha a ser desenvolvida em 2004.
"Existe racismo no Brasil?" "Sim", responde a quase totalidade das pessoas entrevistadas. "Você se considera racista?" "Não" é resposta dessas mesmas pessoas. Este tem sido o resultado constante de todas as pesquisas já realizadas no Brasil, o que acaba se tornando um entrave no avanço da luta pelo fim da discriminação racial. As estatísticas demonstram que o racismo determina condições brutais de desigualdades sociais. No Brasil, onde quase metade da população é formada por afro-descendentes, a renda está assim distribuída: os brancos ficam com 74,1% (homens, 50%; mulheres, 24,1%), enquanto negros detêm 4% e pardos 21,9% (do total de negros e pardos, homens, 17,7%, e mulheres, 8,2%). Esses resultados foram divulgados pela ONG Observatório Afro-Brasileiro, como fruto da análise realizada com base nos dados do Censo 2000 do IBGE. Como se vê, na base da pirâmide social está a mulher negra. Foi pensando em conscientizar as pessoas brancas sobre a existência do racismo e torná-la uma luta de toda a sociedade, que o IV Diálogo contra o Racismo, que aconteceu na cidade do Rio, em 17 e 18/11, discutiu uma campanha a ser lançada em 2004, tendo como mote o slogan Onde você guarda seu preconceito racial? para desencadear diversas estratégias. A publicitária Nádia Rebouças, responsável pela criação do slogan, diz que a idéia central é "clicar na cabeça de quem no cotidiano comete ações racistas sem se aperceber". Serão criadas peças para a televisão, rádio, outdoors, além de botons e adesivos. A campanha será incisiva em datas estratégicas, como o Dia do Trabalho, Dia das Mães, Dia dos Namorados, Dia dos Pais, Natal. O evento ocorreu às vésperas do Dia Nacional da Consciência Negra, que é celebrado em todo o Brasil, em homenagem a Zumbi dos Palmares, herói nacional, assassinado em 20 de novembro de 1695. O Quilombo dos Palmares, na divisa de Pernambuco e Alagoas, durou 60 anos e tinha de 20 a 30 mil habitantes. Os Diálogos contra o Racismo tiveram início em 2001, por
ocasião da III Conferência Mundial contra o Racismo, Discriminação Racial,
Xenofobia e Formas Correlatas de Intolerância (Durban), quando um conjunto
de redes e entidades brasileiras, com coordenação do Ibase/Observatório da
Cidadania, começou um processo de construção de alianças e parcerias para
superar o isolamento que historicamente tem marcado as ações dos movimentos
sociais e a segmentação das políticas públicas no que se refere à imensa e
injusta desigualdade racial no Brasil. Não podem haver sujeitos políticos
comprometidos com a transformação radical da sociedade sem que suas pautas e
ações tenham a igualdade racial como princípio constituinte e inegociável.
Ao longo dos últimos anos, os debates foram tomando a forma de um verdadeiro
diálogo democrático, o que significa encarar tensões, conflitos, dissensos,
contradições, elaborar outros argumentos, colocar-se em outras posições. Ao
final do III Diálogo, os seus participantes salientaram a necessidade de
incorporar novos atores e organizações da sociedade civil. Observaram em
especial, a necessidade de sua ampliação para chegar ao público em geral. E
é este o intuito da Campanha a ser desenvolvida em 2004, com lançamento
previsto para 21 de março. As entidades participantes dividiram-se em Grupos
de Trabalhos, visando a colaborar para o sucesso da ações.
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WACC discute direitos de cidadania na Sociedade da Informação | ||||
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E as pessoas, que lugar ocupam na chamada Sociedade da Informação? De que vale tanta informação se não se transforma em conhecimento? Seria, então, a Sociedade do Conhecimento? Como garantir o direito à comunicação como um direito humano fundamental na atual conjuntura de avanço da globalização provocado pela revolução tecnológica? Estas questões foram profundamente debatidas, durante o seminário latino-americano promovido pela WACC (World Association for Christian Communication), de 6 a 9 de novembro, na Universidade Metodista, em São Bernardo do Campo/SP. Dentre as conclusões dos debates destacam-se: o poder cidadão passa pelo acesso às novas tecnologias da informação, mas como instrumento para a luta pela igualdade social; a sociedade da informação é um passo para se alcançar a sociedade do conhecimento - que é um processo lento; a sociedade da informação se caracteriza pela quantidade e velocidade das informações, já a sociedade do conhecimento tem a capacidade de utilizar as informações para solucionar problemas e construir um novo conhecimento; a condição humana está vinculada ao direito de expressar-se - direito de informar, direito de informar-se, direito à privacidade, direito de comunicar. O evento também contou com as seguintes oficinas temáticas: Estratégias de Incidência na Agenda Pública, Marketing Social, Novas Imagens de Mulheres e Homens na Mídia (coordenada por Vera Vieira, da Rede Mulher de Educação, e Dafne Plou, da APC/Argentina), Comunicação para o Desenvolvimento Local. O evento encerrou-se em 10/11, com a realização da Assembléia WACC-AL. Maria Elena Hermosilla (Chile), que deixou a presidência, foi muito aplaudida. Foi eleito o novo Comitê Executivo da América Latina, que ficou assim composto: Presidente - Dennis Smith (Guatemala), Vice-Presidente - Luciano Sathler (Brasil), Secretária - Alma Montoya (Colômbia), Tesoureiro - Daniel Favaro (Argentina), Vocal - Claudia Florentin (Argentina). Vera Vieira (Brasil) foi eleita entre os quatro suplentes. As pessoas integrantes da sub-região Brasil definiram que o foco central do trabalho para os próximos anos será a Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação, cuja segunda etapa vai ocorrer em 2005, na Tunísia. |
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Acompanhar, debater, monitorar, formular propostas e inserir as perspectivas de gênero, raça/etnia e direitos humanos no processo da Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação - que acontece em duas etapas: Genebra, em dez/2003, e na Tunísia, em 2005. Com estes objetivos, foi criado o Fórum de Gênero pela Cidadania Digital, uma articulação das seguintes organizações de mulheres: Cfemea (DF), Cemina (RJ), Centro de Mulheres do Cabo (PE), Criola (RJ), Cunhã (PB), Geledés (SP), Instituto Patrícia Galvão (SP), Rede Dawn (RJ), Rede Mulher de Educação (SP), Redeh (RJ) e SOS Corpo (PE).
A chamada Sociedade da Informação traz novas demandas de relações sociais, tais como formas de produção, organização, acesso ao conhecimento, entre outras questões imprescindíveis para as populações do mundo. Estar fora deste lugar significa uma marginalização, já que a exclusão digital também aprofunda a exclusão social. O Fórum já encaminhou carta a autoridades brasileiras e entidades representantivas da sociedade civil, manifestando estas preocupações e solicitando o estabelecimento de diálogo com os movimentos de mulheres. No próximo Cunhary, será publicado um encarte especial sobre o tema. |
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Mulher, teu corpo a ti pertence! | ||||
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Cerca de 70 lideranças femininas do Estado do Amapá, quilombolas, indígenas, parteiras da Floresta e de movimentos urbanos, participaram do Projeto de Capacitação de Multiplicadoras em Gênero e Violência contra a Mulher, nos meses de novembro e dezembro. Realizado pelo Imena (Instituto de Mulheres Negras do Amapá), o projeto foi financiado pela Fundação MacArthur, com o apoio do Prosare, abarcando três módulos. O módulo I, que tratou dos aspectos conceituais, foi ministrado por Maria José Lopes Souza, da Rede Mulher de Educação, abordando a questão da cidadania feminina e da auto estima; os aspectos históricos da desigualdade de gênero; violência contra a mulher - tipos, formas, conseqüências e estratégias de intervenção; ética, direitos humanos e eqüidade de gênero; intervenção do movimento feminista; redes - uma estratégia de intervenção social; raça e etnia. Cristina Almeida enfocou gênero e democracia. As técnicas de moderação de grupo foram o tema do módulo II, sob responsabilidade de Izabel Cambraia e Airá Santana. O módulo III, sobre formação de multiplicadoras, ficou a cargo de Izabel Cambraia. Foi um rico processo que permitiu às participantes associarem informações e reflexões a partir do pensar, sentir e agir. As dinâmicas utilizadas facilitaram a incorporação do conteúdo exposto, a partir da exploração do potencial criativo e lúdico do grupo. Segundo Maria José Lopes Souza, que há cerca de quatro anos vem acompanhando os grupos do Amapá, através dos cursos que ministra pela Rede Mulher, “a postura autônoma e madura do Imena na condução do projeto foi fundamental para o processo de participação e articulação de todas. Além disso, foi gratificante a constatação do alto nível de empoderamento feminino.” Sem dúvida, a iniciativa cumpriu o objetivo de formar uma rede de agentes multiplicadoras pertencentes a organizações de mulheres do Estado do Amapá, para atuar na consolidação da cidadania feminina, buscando a superação da situação de violência de gênero e a construção de um novo projeto de vida. O Imena tem como missão lutar contra o sexismo, a injustiça e todas as formas de discriminação e preconceito. “Nasceu em maio de 2000, sob o signo de touro e da ousadia, em plena lua nova, no meio do mundo, latitude zero, sob a linha do Equador, banhado nas águas do rio Amazonas e sob a benção das Entidades da Floresta e de Nossas Ancentrais Guerreiras”. |
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O I Fórum Social Brasileiro reuniu cerca de 40 mil pessoas, em Belo Horizonte, no período de 6 a 9 de novembro, e foi convocado pelas organizações da sociedade civil constituintes do Conselho Brasileiro. Observadores de 22 países também estiveram presentes. O FSB se caracteriza como um espaço para formulação de idéias e não para apresentar propostas ou documentos oficiais, da mesma forma que o Fórum Social Mundial, cuja quarta edição vai acontecer em Mumbai, na Índia, em janeiro de 2004. O I FSB teve três eixos principais: Império, O Brasil que temos e o Brasil que queremos e Movimentos Sociais. Foi expressiva a participação das mulheres nas diversas conferências, oficinas, atividades culturais e políticas. A passeata pelas ruas da cidade contou com 15 mil pessoas. O espaço da Feira de Socioeconomia Solidária teve grande destaque, com a participação de 400 empreendimentos de todo o país. A Rede Mulher de Educação, através das educadoras Valéria Barreto, Ruth Takahashi e Hilda Fadiga, lançou, na ocasião, o livro “Negócio de Mulher - capacitação em gênero e liderança para geração de trabalho e renda”. Menchu Ajamil representará a RME no IV Fórum Social Mundial. Irá proferir uma palestra sobre educação popular e liderança feminina. |
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Publicações |
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Ações Afirmativas em Educação | ||||
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Outros tipos de sonhos Organizações de mulheres negras e políticas de transformação |
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Tese |
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JORNALISMO-VERDADE OU CONDENAÇÃO SUMÁRIA? noticiários policiais de TV e os mal-ditos no programa Bandeira 2 |
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Autora: Rosane da Silva Borges (*) Mestrado - 2002 - Comunicação USP/ECA (Universidade de São Paulo / Escola de Comunicações e Artes) |
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(*) Rosane da Silva Borges |
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