O
que
é o
Fundo?
O
Fundo
oferece
apoio
financeiro
e metodológico
para
que
as sócias-educadoras da
Rede
Mulher
de
Educação
desenvolvam
iniciativas
voltadas
para
o
enfrentamento
da
violência
de
gênero,
em
diferentes
cidades
de
oito
Estados
brasileiros.
As
ações
desenvolvidas têm
como
objetivo
apoiar
e
estimular
a
construção
integrada de
redes
de
serviços
locais,
para
diminuir
a
grave
problemática
da
violência
contra
a
mulher,
acarretando sérias
conseqüências
para
toda
a
sociedade.
VEM
PRA
RODA!
VEM
PRA
REDE!
Um
instrumento
metodológico
Sistematizado
em
uma publicação da
Rede
Mulher
de
Educação,
este
instrumento
foi elaborado
para
servir
de
guia
na
construção
das
redes
de
serviços
no atendimento às
mulheres
vítimas
de
violência
doméstica
e
sexual.
Visa
contribuir
com
atores
e
instituições,
governamentais
ou
não-governamentais, envolvidas no
trabalho
de atendimento,
apoio,
orientação
e
prevenção
à
violência
de
gênero.
A
metodologia
é
composta
de
técnicas
interativas, visando ao
aprimoramento
e à
maior
institucionalização de procedimentos,
ou
seja, a
integração
das
ações
em
rede.
O
foco
da
abordagem
é a
prevenção
e
identificação
do
problema,
orientando
quanto
ao
processo
de
construção,
entre
os
serviços,
para
atuar
em
rede
de
forma
criativa
e
horizontal.
Trata-se
de uma
contribuição
da
Rede
Mulher
de
Educação,
a
partir
da reconhecida
experiência
em
educação
popular
feminista,
na
qual
os
processos
educativos
desenvolvidos
sempre
trazem à
tona
a
necessária
competência
e
articulação
de
atores
sociais
que
interferem,
dentro
de uma
perspectiva
transformadora, nas
questões
políticas
e
sociais
do
país.
Quem
vem
pra
Roda?
Quem vem
pra
Rede?
A
Rede de
Serviços
deve
ser
construída
com a
articulação
de
instituições,
serviços
e
grupos,
tanto
governamentais,
como
não-governamentais –
áreas
médica,
jurídica, de
segurança;
delegacia
da
mulher;
casa
abrigo
ou
serviço
de
referência;
lideranças
da
área de
ensino
público/privado,
da
área
jurídica/médica,
lideranças
populares,
assim
como,
diferentes
mídias.
O
mais
importante
é
que, ao
integrar a
Rede,
cada
um dos
atores
se aproprie do
seu
papel
e
responsabilidade.
Vontade,
estratégia,
persistência
e
criatividade
são
elementos
fundamentais
para
o
bom
funcionamento.
Outro
aspecto
muito
importante
é
considerar
as
diferentes
formas de
organização,
bem
como,
as
realidades
em
que
estão inseridas,
determinantes
nas
formas de
atuação.
O Brasil
e a
Violência de
Gênero
As
relações
de
poder,
historicamente construídas
para
promover
a desigualdade
entre
mulheres
e
homens,
encontra
na
violência
de
gênero
uma das
suas
manifestações
culturais
mais
perversas.
Como
mostram os
dados,
a
violência
de
gênero
é uma
vergonha
mundial
que
precisa
ser
enfrentada, e o Brasil,
vergonhosamente,
detém
um
dos
maiores
índices,
onde
a
cada
15
segundos
uma
mulher
é espancada.
O Brasil
tornou-se
um
país
mundialmente
conhecido
pelas
iniciativas
pioneiras na
eliminação
da
violência
de
gênero
e
promoção
da
igualdade
entre
mulheres
e
homens.
Pode-se
afirmar
que
a
década
de 80 foi
determinante
para
o
movimento
de
mulheres,
pois
viu
surgir,
como
fruto
de
suas
lutas,
as
delegacias
da
mulher,
as casas-abrigo, os
conselhos
de
direitos
da
mulher,
centros
de
referência,
núcleos
de
estudos
de
gênero,
além
da
atuação
de
grupos
e
associações
não-governamentais no
desenvolvimento
de
projetos
de
prevenção,
atendimento e
orientação
a
mulheres
em
situação
de
violência.
Foram
muitas as
conquistas,
porém,
no
decorrer
do
tempo,
muitas dessas
estratégias
foram perdendo a
sua
efetividade.
A
ausência
de
articulação
entre
as
ações
e
grupos
pode
ser
apontada
como
um
dos
maiores
entraves
para
efetividade dos
serviços.
Hoje,
sabe-se
que
o
grande
desafio
é
justamente
promover
a
integração
e
articulação
entre
as diversas
iniciativas
e
segmentos,
para
resultar
na
formação
de
redes
de
serviços.
Vale
a
pena
lembrar
que
uma das primeiras
conclusões
no
enfrentamento
da
violência
contra
a
mulher
foi
justamente
a
importância
de
estabelecer
vínculos.
É
fato
comprovado
que
quanto
mais
as
mulheres
se isolam
dentro
do
seu
átomo
social
-
ou
seja, se afastam da
sua
rede
de
relações
familiares,
comunitárias e afetivas -
mais
vulneráveis
elas
se tornam.
As
relações
promovem a
cumplicidade
e a
solidariedade,
dão
origem
às
redes
primárias e secundárias,
onde
se afirmam as
identidades,
mola
mestra da re-significação do
ser
feminino
livre
e
autônomo.
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