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Incorporação de gênero: um longo e gratificante processo Este Informativo é um dos produtos do GT Gênero Novib, no sentido de oferecer mais uma contribuição para as entidades brasileiras financiadas por essa agência internacional, no percurso de incorporação da perspectiva de gênero em suas ações cotidianas. Cada entidade está recebendo alguns exemplares desta edição, que traz um breve resumo de cada oficina realizada – seis no total, como uma das etapas previstas nas atividades do GT Gênero e que envolveu cerca de quarenta Ongs contrapartes da Novib -, uma pequena bibliografia e alguns cursos oferecidos por organizações brasileiras, dentro do enfoque de cada subtema: Poder e Instituições; Meio-Ambiente e Trabalhadoras Rurais; Geração de Renda; Mídia e Educação em Consumo; Juventudes, Desigualdades e Cidadania; Moradia e suas Relações no Contexto Urbano. Em breve, um material mais completo e amplo estará disponível na Internet, em site a ser divulgado, posteriormente. Também será publicado um livro, contendo os textos que subsidiaram as oficinas, além das reflexões para a prática das Ongs. O Grupo de Trabalho em Gênero da Plataforma de Contrapartes Novib no Brasil teve início em 1998, durante o encontro realizado em Salvador, ocasião em que foi explicitada a exigência da incorporação de gênero como condição da Novib para a continuidade dos acordos de parceria. Mulheres de quatro diferentes organizações contrapartes de Novib decidiram organizar-se como grupo de trabalho, de modo a apoiar e subsidiar as demais entidades. No ano seguinte, mais organizações integraram-se ao GT, que é hoje formado por: Aditepp, Bento Rubião, Caatinga, Ceas, Fase, Nova Pesquisa, Pólis, Rede Mulher e SOS Corpo. O principal objetivo do GT Gênero é coordenar programas de atividades que ofereçam subsídios para cada contraparte de Novib no desenho de sua própria trajetória de institucionalização de gênero. Os projetos e a ação do GT devem por isto ser compreendidos como um instrumento das contrapartes no esforço de apreensão e confronto das questões de gênero. O projeto de trabalho em desenvolvimento pelo GT tem conclusão prevista para 2002, enfocando, em toda sua traje-tória, as relações de gênero como estratégia para o enfrentamento das desigualdades, viabilizando as seguintes atividades: ciclo de oficinas com grupos de contra-partes, organizadas por áreas de intervenção e interesse; produção e publicação da sistematização dos resultados das oficinas e de informações complementares por área temática; debates públicos entre GT, contrapartes, parceiros e beneficiários, para o aprofundamento dos temas trabalhados e dos indicativos propostos para as práticas das entidades. A incorporação da perspectiva de gênero não acontece num passe de mágica: é um longo, mas gratificante processo, pois a construção da democracia e do desenvolvimento é um caminho de transformação das dinâmicas e das formas de estrutura. Integrantes do GT Gênero Novib |
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