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MUDANDO O MUNDO COM AS
MULHERES |
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Cunhary
Informa |
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Um Projeto de Capacitação de Lideranças Trabalhadoras Rurais e Extrativistas |
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de meio termo
Contatos, avanços e propostas de aprofundamento Momento de afinação Pilotando futuros: celeiro de jovens lideranças no Cone Sul Diagnóstico avança em Minas "Mulheres na política, mulheres no poder" Colhendo novos subsídios Água. Sem ela ninguém vive Câncer ginecológico: melhor prevenir que remediar
Você sabia? Que na América Latina e no Caribe vivem 60 milhões de mulheres na área rural? Que as Nações Unidas estimam que 5,5 em cada dez lares da região vivem em estado de extrema pobreza? Que no Brasil, o número de ocupações de fazendas pelos sem-terra subiu de 67 em 1987 para 463 em 1997? Que por força da pressão dos sem-terra, o governo tem aumentado a cada ano o número de famílias assentadas (foram 18 mil famílias, em 1994, e 101 mil em 1998)? Que os assentamentos de reforma agrária do Estado de São Paulo produzem: 4.600
toneladas de feijão Que o dia 15 de outubro é o Dia Internacional da Mulher Rural? Que as mulheres estão organizadas dentro do Movimento dos Sem Terra para uma melhor composição entre mulheres e homens na Direção Nacional do movimento? Fontes: Campanha das Nações Unidas pelos Direitos Humanos das Mulheres, Jornal dos Economistas (mai / 2000), Articulação Nacional de Mulheres Trabalhadoras Rurais - ANMMTR - Brasil. |
Avaliação de meio termo
Momento de voltar-se para fora, disseminando os primeiros resultados. Momento de voltar-se para dentro do projeto, avaliando nossa atuação e afinando instrumentos para renovar. A avaliação de Meio Termo, realizada em agosto, em Brasília, garantiu estas duas possibilidades por meio de um seminário aberto ao público e da oficina interna da equipe. Contatos, avanços e propostas de aprofundamento O seminário significou
uma oportunidade para intercâmbiar experiências. As pessoas convidadas como comentaristas ouviram a equipe do projeto e, a partir da exposição de suas/seus integrantes, extraíram pontos chaves para nos ajudar a avançar. Eis algumas das considerações:
Estiveram presentes no seminário representantes das Nações Unidas, agências de cooperação dos governos do Canadá, Alemanha e Espanha, organizações governamentais e não governamentais relacionadas com a questão agrária, meio ambiente e mulher, movimentos e organizações de trabalhadoras/es rurais, universidades, consultores independentes e comunicadoras. |
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Momento de afinação Na oficina interna da equipe, ocorrida no dia 12 de agosto, a agenda foi adaptada para aproveitar as presenças de Glória Bonder, integrante do Prolid na Argentina, e da consultora Heloisa Nogueira, que conduziu uma avaliação sobre a Rede Mulher de Educação. Para Glória Bonder, é importante que nossos projetos não se reduzam a um mero encadeamento de atividades. É preciso dar mais tempo para planejar, avaliar, amadurecer e construir. E, sobretudo, rever a nossa noção de impacto. Em vez de grandes eventos com impacto difuso, é preferível promover atividades direcionadas e de grande efeito sobre um público estrategicamente selecionado. Moema Viezzer lembrou que juntamente com o bom andamento das atividades e com a prestação de contas - que constituem parte primordial de qualquer projeto - as relações explicitadas e a sinergia de interesses da equipe dão vida ao projeto e precisam ser constantemente trabalhadas como parte do êxito deste. A leitura da Lista da Equipe do Projeto propiciou considerações sobre a importância de deter-se neste tema. Criar equipes novas para os projetos demanda tempo, energia e dinheiro, da mesma forma que criar e resolver conflitos das equipes consome energia, tempo e dinheiro. Isto transcende os bons resultados das atividades e financeiros e é um componente do projeto considerado básico para lideranças que se pretendam transformadoras. O mesmo ocorre com as relações institucionais: elas precisam ser esclarecidas desde o início e respeitadas ou reavaliadas. Para lideranças transformadoras, dar valor às nossas palavras - faladas ou escritas - é componente essencial de um projeto. As participantes reuniram-se no período da tarde para finalizar suas propostas de continuidade, que foram apresentadas em plenária. A próxima oficina da equipe do projeto já tem data: os dias 13, 14 e 15 de dezembro, em Lima Duarte, com a parceria local de Mãos Mineiras.
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Pilotando futuros: Celeiro de jovens lideranças no Cone Sul
A participação de Glória Bonder no seminário de agosto, propiciou às/aos participantes uma visão mais ampliada da situação da juventude de países como Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai. Como formar líderes jovens num contexto de grandes incertezas e profundas mudanças sociais, econômicas e culturais? O projeto "Pilotando Futuros", iniciado em fevereiro deste ano tem como propósito impulsionar e apoiar organizações sociais destes países para o desenvolvimento de projetos inovadores de capacitação de jovens, em especial mulheres dos setores populares. A partir de um concurso público, foram selecionados 14 projetos entre 324 propostas apresentadas. As organizações executoras são entidades juvenis, de mulheres e de promoção social. Os projetos priorizados incluem:
O Centro de Estudios de la Mujer, criado e coordenado por Glória Bonder, fornece subsídio econômico, assistência técnica e capacitação às organizações participantes. Estas interligam-se por meio de um fórum eletrônico que debate temas recorrentes à formação de jovens lideranças e também garante a própria execução do projeto global, por meio de responsabilidades compartilhadas.
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Diagnóstico avança em Minas
Encontra-se na fase de análise dos dados o diagnóstico realizado pela Associação Rural Artesanal Mãos Mineiras para o Ecodesenvolvimento. "Para a realização do diagnóstico", conta Andréa Pereira, coordenadora do trabalho, "elegemos dois instrumentos: entrevistas individuais e um questionário aplicado". As entrevistas, aplicadas em 29 pessoas, obedeceram a um roteiro com sete perguntas sobre a participação na Associação, percepção das mudanças, gênero, poder e liderança. Já o questionário constou de 54 perguntas acerca de temas variados, tendo como eixo principal a geração de renda e gênero, sendo aplicado em 32 pessoas. O trabalho foi realizado em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora. Trata-se de uma tentativa de ampliar a rede de parceiros locais, possibilitando que um grupo de estudantes de Serviço Social tome contato com a realidade rural e com a temática de gênero. Para a tabulação dos dados, a Associação optou pelo treinamento de duas jovens associadas. Apesar de demandar mais tempo de treinamento e uma metodologia simplificada, a associação contará, no fim do processo com duas pessoas qualificadas para o uso da informática. Os resultados do diagnóstico darão subsídio ao segundo curso previsto e às oficinas de produção, a serem realizados ao longo dos próximos meses. Nestas ocasiões serão apresentados e discutidos com as/os associadas/os os dados obtidos pelo diagnóstico. Questões levantadas Como articular as temáticas de gênero, poder e liderança em uma associação formada basicamente por mulheres, que funciona em caráter associativo e autônomo? À primeira vista pode parecer que esta questão já se encontra naturalmente colocada em organizações com este perfil. No entanto, o diagnóstico confirmou o que tem sido objeto de diversos cursos sobre a participação feminina: a simples reunião de mulheres em um espaço de trabalho e convivência não representa necessariamente um avanço na transformação das relações de gênero. Durante as entrevistas, a maioria das entrevistadas apontou como vantagens de integrar a Associação:
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| "Mulheres
na Política, Mulheres no Poder"
Este é o nome do vídeo
lançado em 9 de agosto Participaram do lançamento, organizado pelo Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, integrantes da equipe do Projeto "Mudando o Mundo com as Mulheres da Terra". O vídeo pode ser
solicitado ao CNDM: |
Colhendo novos subsídios
Os primeiros materiais educativos produzidos pelo projeto foram avaliados pelas lideranças em formação da Secretaria da Mulher do CNS. Tereza Moreira, produtora dos materiais escritos, esteve em São Miguel (TO), graças ao apoio do CNPT/IBAMA. O grupo reuniu-se para ouvir o primeiro programa de rádio e para a leitura crítica da primeira cartilha. |
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Dicas para Lideranças em Transformação Água. Sem ela ninguém vive "As guerras dos próximo século serão mais pela água do que pelo petróleo". Relatório Nosso Futuro Comum, produzido para a Conferência Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, em 1992. Cerca de 75% da
superfície do planeta Terra está coberto por água. Esta também é a
proporção de
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Câncer genicológico: melhor prevenir que remediar Câncer ginecológico é o nome que se costuma dar para o câncer de colo do útero e o câncer de mama. Câncer do colo de útero – Trata-se de uma alteração anormal nas células do colo do útero. A doença se desenvolve lentamente e inicialmente não provoca dor ou sangramento. Pode começar com uma pequena ferida que não é percebida nem tratada. O câncer geralmente se desenvolve quando está presente o HPV, um vírus transmitido durante a relação sexual. Os fatores que favorecem o aparecimento deste tipo de câncer são: muitos parceiros sexuais, falta de higiene masculina, falta de vitamina A e o vício do fumo. Como prevenir: Faça um exame preventivo no posto de saúde da sua cidade. O processo é simples:
Câncer de mama – Começa com um caroço que cresce. Muitas vezes o caroço é benigno. Quando se descobre que se trata de um tumor maligno se faz uma cirurgia e sessões de quimioterapia. Quanto antes for descoberto, maiores são as chances de cura. Quem tem casos de câncer de mama na família deve tomar cuidado. O grande consumo de gordura animal, alimentos embutidos e enlatados e carnes vermelhas também favorecem o aparecimento da doença. Como prevenir: Uma alimentação saudável e a amamentação são fatores de proteção contra a doença. Faça auto-exame todos os meses após a menstruação. Deitada, apalpe os seios em movimentos circulares e observe qualquer alteração de formato ou textura. As mulheres que já não menstruam devem marcar um dia fixo do mês para fazerem o auto-exame dos seios.
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Nº 3 – Setembro/outubro/2000 Coordenação: Moema L. Viezzer Edição: Tereza Moreira Participaram: Andréa Pereira, Clara Evangelista de Assiz, Maria José L. Souza e Sandra Monteiro Patrocínio: PROLID/BID Apoio para distribuição: NOVIB |
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Colhe-se
o fruto, |
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OProjeto
"Mudando o Mundo com as Mulheres da Terra" chega ao fim. Realizado entre fevereiro de 2000 e fevereiro de 2001 com o patrocínio do Programa de Formação de Lideranças – PROLID, do Banco Interamericano de Desenvolvimento, o Projeto propiciou a elaboração de diagnósticos das realidades locais, cursos formais de capacitação e um kit de materiais de apoio à ação educativa para multiplicação durante o ano de 2001. Despertou também inúmeras aprendizagens para a Rede Mulher de Educação e para as entidades parceiras, como sintetiza Moema Viezzer, diretora do Projeto.
Principais aprendizagens: • As três entidades beneficiárias tornaram-se, ao longo do processo, entidades parceiras, pois concluíram o projeto organizadas para dar continuidade ao processo de capacitação de suas lideranças. • A RME fortaleceu-se como ONG intermediária e mentora do projeto, pois este aprofundou o eixo matriz escolhido desde 1994 para o desenvolvimento de sua missão, adaptando-o à realidade das mulheres da terra. • O projeto permitiu visualizar o potencial existente na RME para o trabalho de educação popular feminista em projetos descentralizados, incluindo novas formas de contrato e prestação de serviços para projetos à distância e possibilidades de ligação com segmentos da sociedade civil organizada. Em seus relatórios finais, os grupos envolvidos apontam como aprendizagens:
Para o ano de 2001, além das multiplicações já previstas pelos três pontos focais, novos grupos pretendem se engajar na divulgação dos conteúdos trabalhados e já surgem novas demandas de entidades governamentais e não governamentais para capacitações em gênero e liderança. Confira na página 3 desta edição. |
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Você sabia?
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Kit de materiais recebe ampla divulgação
Moema Viezzer
aproveita o evento do CNDM, em O projeto "Mudando o
Mundo" foi concebido para ser multiplicador. Por isso, a ênfase na O Kit é composto de uma série de dez cartilhas, um vídeo, um CD com programas radiofônicos e um calendário 2001 contendo 22 datas comemorativas do movimento de mulheres. Além das entidades participantes, que receberam a maior parte dos exemplares a título de doação da RME, o kit foi amplamente divulgado na imprensa e junto a instituições e personalidades ligadas aos temas de interesse do projeto (movimentos sociais, ONGs, associações, universidades, organismos de cooperação nacional e internacional, gabinetes de parlamentares). Lançamentos Fórum Social Mundial – O primeiro lançamento ocorreu entre os dias 25 e 31 de janeiro durante o Fórum Social Mundial, evento paralelo ao Fórum de Davos, reunindo 16 mil pessoas em Porto Alegre. Foi realizado no contexto dos Círculos de Cultura Paulo Freire e contou com a presença de 83 pessoas de 17 países. Junto ao Conselho da RME – Durante os dias 2 e 3 de março, em São Paulo, houve uma reunião do Conselho diretor da RME no qual foi lançado o kit e houve a apresentação, avaliação e propostas de continuidade do Projeto "Mudando o Mundo". Eventos de 8 de março – A grande concentração de lançamentos ocorreu como parte das comemorações do Dia Internacional da Mulher no Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Tocantins, Amapá, Maranhão e Rondônia. • Em Brasília, o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher homenageou 20 mulheres, entrevistadas para um estudo encomendado pelo Centro da Mulher Brasileira. Moema Viezzer, uma das escolhidas, aproveitou a cerimônia para lançar o Kit com a presença de personalidades como Ruth Cardoso, presidente do Comunidade Solidária, José Gregori, ministro da Justiça, Solange Jurema Bentes, presidente do CNDM, deputadas, senadoras, representantes de ONGs feministas, mulheres indígenas, entre outras. • No Amapá, o evento organizado pela Secretaria da Mulher do CNS reuniu cerca de 400 pessoas em Macapá num lançamento que contou com a presença do governador e primeira-dama do estado, prefeito e autoridades locais. • No Maranhão, o lançamento também organizado pelo CNS foi marcado pela chegada a Viana de caminhões lotados de mulheres para uma comemoração com feira de produtos extrativistas. • No Tocantins, as extrativistas lançaram o kit em São Miguel, num dia marcado pela realização de exames de prevenção do câncer ginecológico. • Em Rondônia, as comemorações promovidas pela Secretaria da Mulher do CNS ocorreram em Guajará-Mirim, numa grande festa em que houve almoço de confraternização e distribuição de brindes promocionais. • No Paraná, o Sindicato de Trabalhadores Rurais de Toledo, ligado à FETAEP, lançou o kit numa reunião com 25 mulheres que assistiram ao vídeo e iniciaram a leitura da primeira cartilha. Um exemplar do kit foi entregue à Emater para divulgação. • Em Minas Gerais, houve três eventos de lançamento promovidos pela Associação Mãos Mineiras junto a grupos articulados com o Movimento da Marcha Mundial de Mulheres e o Fórum de Mulheres de Juiz de Fora, e também no Comitê de Mulheres de Lima Duarte. Além destes lançamentos, o kit de materiais recebeu divulgação no MOC – Movimento de Organização Comunitária, da Bahia, no grupo Mulheres da Terra, em Sumaré – SP, em Campinas - SP, por meio de rádio e de grupos locais, na Secretaria de Gênero do Governo do Acre, na AGEMP/Macapá, no Grupo de Mulheres Negras, na Federação das Mulheres e junto à coordenadora do SEBRAE do Amapá. |
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2001: Ano da multiplicação
Os programas radiofônicos já estão em circulação na Rede de Mulheres no Rádio, que abrange cerca de 100 mulheres de grande atuação nacional, e na Rede de Comunicadores pela Saúde, por meio da Oboré - Programas Especiais, de São Paulo.
As entidades beneficiárias foram consideradas parceirasdesde o início do projeto, por sua capacidade de desenvolver ações posteriores, o que já está ocorrendo através do planejamento de continuidade durante o ano 2001. Os Pontos Focais elaboraram um planejamento de multiplicação dos resultados do projeto por meio de atividades de capacitação de lideranças em nível local/regional. Um cálculo aproximado permite projetar a capacitação de, pelo menos: • 150 lideranças trabalhadoras rurais extrativistas dos sete estados da Amazônia envolvidos com a Secretaria da Mulher do CNS. As lideranças da Secretaria pretendem elaborar um projeto com duração de três anos, capaz de abranger ações em todas as regionais. • 200 lideranças pequenas produtoras rurais atingidas pela Comissão Estadual da Mulher Trabalhadora Rural da CEMTRA/FETAEP nas 10 micro regiões do Estado do Paraná. A CEMTRA pretende também formar comissões municipais e reorganizar as suas regionais de março a dezembro de 2001. Fará dois encontros estaduais para avaliar o processo. • 50 lideranças formadas através de Mãos Mineiras, dando continuidade aos trabalhos iniciados no ano 2000, em parceria com universidades, cooperativas e as federações de trabalhadores e trabalhadoras rurais dos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. • 40 lideranças atingidas pelo MOC - Movimento de Organização Comunitária, em Feira de Santana, Bahia. • 20 lideranças do Movimento das Mulheres da Terra do Assentamento de Sumaré, São Paulo. • 40 lideranças do Núcleo de Mulheres da CRABI - Comissão Regional dos Atingidos pelas Barragens do Rio Iguaçu, no Estado do Paraná. Esta projeção perfaz um total de 500 trabalhadoras rurais e extrativistas que estão incluídas na programação de 2001 para serem diretamente capacitadas para a liderança da transformação. Sem contar os novos grupos que já demandam o kit para trabalhar em capacitações próprias. |
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Novas Demandas A RME recebeu, no decorrer do projeto, novas demandas às quais deverá responder ao longo do ano. Vale destacar: • a Universidade Federal de Juazeiro, Estado da Bahia; • o Fórum de Mulheres do Incra - Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária; • a Comissão Nacional de Mulheres da Contag – Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura, que agrupa federações de todos os estados; • O Movimento Nacional dos Atingidos por Barragens; • O Projeto Roda Viva, do Rio de Janeiro. Os Pontos Focais também receberam propostas de novas parcerias com instituições como os SEBRAEs de vários estados e as Universidades de Lavras e Juiz de Fora, em Minas Gerais, e a Universidade Livre do Trabalho, no Paraná. |
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Organizando-se para captar recursos*
Todo projeto, para dar certo, precisa de algum tipo de recurso. Mas o que é um recurso? É tudo aquilo que um grupo ou instituição precisa para realizar seus objetivos e iniciativas. Recursos podem ser: • o tempo e o saber das pessoas; • equipamentos, material de expediente, subsídios, informática; • dinheiro. Ao iniciar qualquer projeto, ponha-se a pensar: • de que recursos meu grupo precisa para dar certo (gente, equipamentos, materiais)? • O que o grupo já tentou e continua tentando? A vizinhança? O comércio local? Órgãos da prefeitura ou do governo do estado? • Que pedidos de apoio já foram feitos? A quem se dirigiram? O grupo avaliou se o pedido foi feito de forma correta? Para a pessoa certa? • Com quem o grupo conversou sobre suas necessidades e sobre a importância do trabalho que realiza? • Alguém já ofereceu seu tempo, seu saber para ajudar o grupo? Qual foi a resposta? • Quem tem melhores condições – entusiasmo, clareza, boa conversa – de vender o produto ou a idéia com que o grupo está trabalhando? |
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Cuidado com a postura!
Levantar peso é tarefa delicada, pois pode prejudicar a coluna e também os órgãos internos, principalmente os encarregados da reprodução. Por isso, aí está uma dica simples para evitar problemas nas costas: |
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Posição para levantar: dobre os joelhos e não as costas |
Ao levantar, mantenha o pacote junto ao corpo |
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Transporte de Bebês
Bebês acima de 4,5 kg devem ser colocados em um transportador, posicionado no meio das costas, e nunca enganchados sobre um lado do quadril. Ao pôr uma criança no colo, abaixe um joelho até o chão, peça à criança para colocar os braços à sua volta, aperte-a contra o corpo e, então, levante-a. |
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Frases
"Conviver com as novas tecnologias na roça é como estória de aviação no início do século passado: coisa de gente obstinada".
Valéria Barreto, Subprojeto Mãos Mineiras
"Ser líder da transformação é um trabalho permanente de formação e reciclagem. Uma das maiores satisfações na conclusão desse trabalho foi constatar o interesse d@s participantes em continuar encaminhando novas semeaduras a partir das sementes lançadas em si mesmas e em outras lideranças". Moema L. Viezzer, coordenadora do Projeto |
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